segunda-feira, 10 de agosto de 2015

“O que falta é um melhor relacionamento entre a música autoral e o jornalismo cultural”, conta Taiguara Bruno

No último mês de julho a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) lançou ao mercado novos Jornalistas egressos do curso de Comunicação Social da instituição. Entre os trabalhos apresentados à banca examinadora que avalia os TCCs da turma, estava o de Taiguara Bruno (3?), músico, compositor e agora bacharel em Jornalismo. Seu trabalho leva o título Música Autoral e Jornalismo Cultural em Teresina, disponível no Youtube. Com pouco mais de vinte minutos de vídeo, respostas, questionamentos e opiniões seguem alternadas, intercaladas sobre inicialmente um apanhado do surgimento do rock na capital, sua evolução, a conduta da imprensa perante o que se produz nesse segmento e finalmente algumas conclusões, que claro, deixaremos para que vocês alcancem suas próprias assistindo ao vídeo-documentário. O interesse aqui é em saber das conclusões do autor após ter seu trabalho aprovado e seu diploma de jornalista conquistado com esse material. Nesta entrevista Taiguara Bruno analisa a relação entre música autoral e jornalismo cultural em Teresina, a partir de seu TCC e mais, faz críticas à UESPI e revela que foi convidado para um documentário em Fortaleza.


01 – Taiguara, o que o motivou a produzir um Trabalho de Conclusão de Curso na área do Jornalismo Cultural? 
Na verdade, o jornalismo cultural foi o que me motivou a passar quatro anos num curso de comunicação social, já que antes disso, não costumava passar mais que um ano e meio frequentando um curso universitário. Antes disso, já havia percebido, hipoteticamente, que tudo que somos e sabemos sobre nós mesmos e sobre o mundo de modo geral, é fruto das informações que temos gratuitamente durante as 24 horas do dia em todo e qualquer formato, bombardeando incessantemente nosso cérebro. É o que chamamos de mídia. E quem alimenta a mídia? Quem seleciona, escreve, constrói as informações que sabemos? Porque temos que ouvir isso a aquilo? Porque isso é ou não é sucesso? O que é o sucesso? O que vem a ser cultura? Enfim, foram inúmeros os questionamentos que me motivaram a estudar o jornalismo cultural. O maior deles é o fato de eu também ser um artista com afinidades com música, vídeo, poesia, fotografia e afins. Por isso, o jornalismo cultural é, sem dúvida alguma, a especialidade jornalística que mais me interessou.


02 – Existe um acervo com material e outros trabalhos desse segmento para fundamentar novos documentários, livros e pesquisas? Se sim, onde podemos encontrá-lo e o que é necessário (burocraticamente falando) para acessá-lo? 
Quando fiz minha pesquisa bibliográfica para o vídeo documentário do meu TCC, que foi o primeiro passo para a execução deste projeto, tive uma enorme dificuldade em fundamenta-lo teoricamente, justamente, pelo fato de que a história musical de Teresina ainda estaria quase que completamente na oralidade das pessoas envolvidas, ou seja, apenas, meia dúzia de TCC’s e artigos ainda não publicados que precisei pedir diretamente ao autor e alguns blogs de músicos que serviram de referência pro relatório. Sabendo que se tratava de um trabalho inédito e provocador de reações diversas, além de estimulador de novas produções, sendo esta a intenção inicial. Depois deste documentário já foram produzidos, pelo menos, outros dois, o que mostra a importância e a existência dessa cena que durante décadas esteve completamente fora da história e de documentos audiovisuais.

03 – Houve (e por que) alguma dificuldade em encontrar professores que o orientassem na pesquisa?
Sim, na verdade, este TCC era pra ter sido produzido no ano passado. E por falta de uma estrutura mínima (01 Câmera) e um professor capacitado para trabalhar o formato audiovisual, não pude conclui-lo. Pois foi definido pela coordenação do curso e pela professora da disciplina, que nenhum aluno orientando pudesse ser orientado por professores de outra instituição que não fosse a Universidade Estadual do Piauí – UESPI. E dos poucos professores disponíveis para orientação de uma grande quantidade de alunos que tinha se formando no ano passado, fiquei reprovado por falta de um orientador, fato que eu achei um grande absurdo. Mas, graças a Deus, neste ano pude concluir, e ainda, melhorar a ideia inicial, chegando ao ponto certo de maturidade. Fiquei muito contente com o resultado.

04 – Quais os referenciais teóricos utilizados, como você se planejou para realização, ou melhor, do que você precisou de fato, para chegar ao produto final?
Como referencial teórico, o Google Academic foi o grande salvador. Dentre livros, artigo, e TCCs Documentário, li dentre outros: Técnicas para uma produção de Alto impacto; BERNARD, S. C. Conferência Mundial sobre as políticas Culturais (Mondiacult). México, 1982. CARDOSO, Filho, Jorge. JANOTTI Júnior, JEDER. A música popular massiva, o mainstream e o underground: trajetórias e caminhos da música na cultura midiática, In: Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2006. COUTO, C. A. DE M. ROCHA, L. L.F. Relações entre o erudito e o popular na orquestra sinfônica de Teresina: Um estudo de caso da cantata gonzaguiana. Revista Científica do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão - UFMA São Luís - MA, janeiro/junho de 2014 - Ano XIX - Nº 14. GODOY, Arilda S. Introdução a pesquisa qualitativa e suas possibilidades. In Revista de administração de empresas, 1995. GOMES, Fábio. Jornalismo Cultural. Brasileirinho produções, 1999. GONÇALVES, T. A. R. BARROS, A. R. B. Jornalismo Cultural do Piauiense no início do século XX. Artigo do curso de Comunicação Social, UFPI, 2014. LIMA, Alceu Amoroso. O jornalismo como gênero literário. LINS. C. MESQUITA. C. Filmar o real: sobre o documentário brasileiro contemporâneo. Editora Zahar, Rio de Janeiro, 2008. MELO,Izabelle Anchieta. Jornalismo Cultural: por uma formação que produza o encontro da clareza do jornalismo com a densidade e a complexidade da cultura, 2002. MORAES. Dênis. O capital da mídia na lógica da globalização. In MORAES, Denis (org). Por uma outra comunicação: mídia, mundialização cultural e poder. Rio de Janeiro: Record, 2003. NAZARIO, Lelo. A Rádio sem Letras. Revista africanidade, 2009. NÍCHOLS.B. Introdução ao documentário. Campinas. Papirus, 2005. OLIVEIRA, L. F. Em um porão de São Paulo: O Lira Paulistana e a produção alternativa. São Paulo, 2002. PIRES, P. Por trás dos bastidores do jornalismo cultural em Teresina, Teresina, 2013. PIZZA, Daniel. Jornalismo Cultural. Editora contexto. São Paulo, 2013. QUEIROZ DT, Vall J, Souza AMA, Vieira NFC. RAMOS, F.P. O que é documentário. São Paulo, 2000. REGO. A.R. O Jornalismo Cultural na Revista o Cruzeiro. Encontro nacional de história da mídia. Minas Gerais, 2013. RICHARDSON RJ. Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas; 1999. SAID .G. F. Os Mediadores Culturais e a Globalização: proposta para análise de discurso do jornalismo piauiense. Piauí, 2013. SALAZAR, Leonardo Santos. O negócio da música para empreendedores. Artigo da especialização em gestão de negócios. Além de vários documentários no youtube e conversações com amigos etc. Pra fazer esse trabalho me utilizei apenas de uma hand cam disponibilizada pela universidade e meu notebook pra fazer as pesquisas, os contatos e as edições.

05 – Jornalismo não é o primeiro curso superior a ser cursado por sua persona, o que o fez abandonar os anteriores?
Pois é, comecei com Letras Português assim que saí do ensino médio e não cursei, depois entrei para Jornalismo, mas por alguns motivos, bem pessoais, desisti no segundo semestre. Mais tarde entrei para Sistemas de Informação e fiz até o meio do curso pra saber que não seria possível ser feliz fazendo programação de sistema de computadores. Foi nesse período que voltei a cursar Jornalismo, pois também já havia me tornado um artista, ou melhor, descoberto e assumido ser. Percebi a relação que havia entre a minha Arte e Comunicação Social e achei que ficaria contente e seria muito útil para a minha própria razão de ser, fazer jornalismo, que de fato, foi o que aconteceu.

06 – Qual a atuação situação logística da UESPI no tocante a aparelhamentos, suporte aos alunos e no seu caso em específico? 
Sendo bem sincero, a UESPI mais parece uma escola, um “escolão” como assim é chamada em off pelos próprios alunos. Mas uma coisa é certa, quem faz a universidade são, apenas, os próprios alunos. A situação logística e de aparelhamento é a pior possível e a capacitação profissional de alguns professores é bastante questionável, digo isso baseado no meu curso, não sei a realidade de outros cursos, falo especificamente sobre a minha experiência ao longo desses quatro anos de curso. E também sei que isso não é novidade pra ninguém e nem muito menos uma exclusividade da UESPI, segundo relatos de colegas da UFPI, a coisa lá não é muito diferente. Fui prejudicado por falta de equipamento, suporte, logística e profissionalismo. Mas mesmo assim tive bom aproveitamento no curso, no que diz respeito a conhecimentos adquiridos. Busquei dentro e fora do curso tudo que julgava necessário conhecer seguindo o conteúdo programático de todas as disciplinas, no final deu tudo certo.

07 – Qual o grau de hierarquização na escolha dos entrevistados para sua película? Como os selecionou? Ficou alguém de fora, alguém que você gostaria de ter entrevistado e por algum motivo que não nos compete, acabou não entrando no documentário?
Quanto a amostragem, ela foi não probabilística, desenvolvendo-se de acordo com a própria pesquisa, estrategicamente, com a disponibilidade dos personagens. Não foi feita uma seleção prévia de todos os personagens, apenas, algumas fontes que achei importante iniciar a pesquisa. Fiz, ao mesmo tempo, a cobertura dos eventos de música autoral independente e alternativa que aconteceram durante o período da coleta de dados, que de acordo com um julgamento próprio e me baseando na atividade de cada fonte e na importância delas para a cadeia produtiva da música autoral alternativa teresinense e do jornalismo cultural na cidade, entrevistei em profundidade cerca de 40 atores sociais para um vídeo de 25 min. Acredito ter sido uma amostra satisfatória, tendo em vista a impossibilidade de se entrevistar o mundo inteiro. Foram mais de 10 horas de gravações, era muito conteúdo e tudo de suma importância, foi bastante complicado escolher quem falar e o que mostrar. Tanto, que para não desperdiçar todo este trabalho, tendo em vista também a carência de registros desse tipo, farei pelo menos mais duas outras edições de 25 min com outros enfoques, outras falas e outros personagens que não couberam neste primeiro momento.

08 – Parece-me que houve alguma dificuldade na formação de sua banca examinadora, uma professora que o avaliou não possuía qualquer vínculo com Jornalismo Cultural, é verdade? Até que ponto você considera tal fator prejudicial em uma avaliação dessa natureza em um Curso Superior ou nada disso existe?
Sim, não se é possível ser um arbitro de futebol sem nunca ter jogado pelo menos uma pelada. Isso pode até acontecer, pois nesse mundo já vi de tudo e não duvido de nada, mas o resultado de uma partida dessas certamente estaria altamente comprometido. Foi exatamente o que aconteceu com minha defesa em que na minha banca examinadora não havia nenhum professor da área do jornalismo cultural, nem áudio visual e sem nenhuma afinidade musical, e nem conhecimento da música piauiense. Cheguei a ser criticado pelo fato de ter usado um enquadramento fechado, um Big Close, os professores não faziam ideia do que era um Big Close Up (PPP) ou primeiríssimo plano, assim chamado, achando que eu teria cortado a cabeça de algum personagem sem querer. É você ouvir do teu avaliador dizer que o teu trabalho está “Assim, assim, num sei como, eu não entendo de vídeo, mas meio assim..”, e de outra avaliadora comentar que “Professor de jornalismo não tem obrigação de entender de cultura”, referindo-se a entrevista que fiz a um professor PHD em comunicação social que criticou a produção cultural local de Teresina, expondo sua opinião pessoal. Quer dizer, é complicado. E ouvir da banca que o papel da universidade é formar jornalistas “pau pra toda obra” sem nenhum tipo de vocação especial e, inclusive, sem o mínimo de senso crítico. Para ilustrar melhor, uma das professoras chegou a fazer a seguinte pergunta para um outro professor avaliador que estava na banca: “O senhor que é mestre em Ciências Politicas saberia me dizer algo sobre Sistemas de Cotas?” ele respondeu: De cordas? E ela, não de cotas. Aí ele disse: não, não sei... Aí ela olha pra mim e diz: “encerro aqui minhas considerações”. Acreditando ela, ter me provado que um professor de Comunicação Social não teria a obrigação de saber falar qualquer coisa a respeito de cultura e mídia de massa, que para mim só se tornou ainda mais questionável a competência profissional de alguns professores. E consequentemente, dos nossos novos profissionais.

09 – Gostaria que você, com suas palavras, explicasse o que vem a ser o Jornalismo Cultural e qual sua função/contribuição dentro da sociedade.
Em minha opinião o jornalismo cultural nada mais é que o intérprete da sociedade. É a especialidade do jornalismo que tem a missão de formar a opinião das pessoas, além de informar, tendo por obrigação facilitar essa demanda intermediando a produção cultural e o público.

10 – Há, em algum sentido, Jornalismo Cultural sendo produzido em Teresina? Com quais ferramentas e símbolos, simbologia, alegorias se mantém? Se há, o que você sugere para que melhore, evolua, seja de fato ou no mínimo, algo revelador (de talentos), transformador?
Sim, de alguma forma se faz jornalismo cultural, em Teresina. O que é perceptível é que é feito por interesses meramente pessoais e sempre em segundo plano. E ainda é muito tímido e bastante raso. O que falta é profundidade e esse aprofundamento parte da formação jornalística na academia que faz do jornalismo cultural apenas uma agendamento de shows e eventos sem uma preocupação mínima com o conteúdo. Falta mercado, faltam profissionais imparciais sem comprometimento pessoal com o material jornalístico, sem interesse próprio. Acredito que essa mudança só poderia ser feita mesmo, na formação desses profissionais tendo que despertar em cada um deles suas especialidades em que saberiam se enquadrar perfeitamente no mercado de trabalho.


11 – E o cenário de bandas autorais como (sobre)vive sem um espaço tão importante como o criado e dado pelo Jornalismo Cultural?
O cenário musical independente sobrevive em um espaço criado pelos próprios músicos e artistas que mantém de certa forma acesa essa chama. Com o surgimento das mídias digitais e o acesso a tecnologias de gravações e difusão de materiais como: facebook, soundcloud, palcomp3, spotfi, e outras mídias digitais em várias plataformas, tornou-se possível criar um espaço midiático para que bandas locais independentes divulguem seus trabalhos e podendo ser acessada pelo público interessado em cultura local. Mas ainda se restringe muito ao ciclo de amizades dos agentes envolvidos, o público de uma banda é quase sempre outras bandas. Quase ninguém aqui passou desse limite de público, exceto a banda Validuaté que sem dúvida alguma foi uma das únicas bandas de Teresina que ultrapassou esse público. Mas é resistindo que se vence. Daí a importância de se mobilizar os produtores e jornalistas locais a enfatizar a cultura local para que se possa chegar mais longe com a difusão da produção musical local. Produção: produtores e produtos existem, o que ainda falta, é o conhecimento do grande público.

12 – Como as bandas podem se organizar e cobrar, digo, pautar, a imprensa local?
Na verdade, a única forma de as bandas reivindicarem seus espaços é somente com o aprimoramento de seus trabalhos, com uma maior preocupação com o produto final, profissionalização, qualidade do áudio, vídeos, imagens, canal digital, cada banda ou artistas devem ter o domínio das ferramentas digitais, das redes sociais e de produção executiva. Percebo que o que mais falta nesse contexto é a produção executiva, a maioria das bandas é composta apenas de músicos e a grande maioria delas não tem esse conhecimento de como se produzir um evento, um lançamento, fazer a assessoria de imprensa, enfim, essa parte mais ligada a área da Comunicação Social que é a parte que cria a imagem pública do artista ou banda. Percebo que estamos justamente nessa fase de desenvolvimento. Vejo muitas bandas novas que já nascem com esses conhecimentos e estão movimentando alternativamente a própria cena alternativa, o que não chega a ser um underground, apenas o surgimento de novas gerações, e isso já é muita coisa, o que falta, realmente no meu ponto de vista, é um melhor relacionamento entre a música autoral e o jornalismo cultural.

13 – Pretende aprofundar o debate com alguma especialização, mestrado, algo do tipo?
Sim, é intenção minha continuar com o debate em uma pós-graduação. O objetivo é um mestrado que seria uma boa oportunidade de se ampliar ainda mais esse debate e envolver mais personagens sociais, inclusive, dos poderes público e privado que, nesse sentido, necessita ser feito um estudo bem mais aprofundado.

14 – Diga algo que considere pertinente para a legitimação tanto da Música Autoral quanto do Jornalismo Cultural em nosso Estado.
Acredito que são partes distintas do mesmo processo. E para legitimar esse fluxo: música e jornalismo, somente com a mútua colaboração de ambas as partes é que se pode chegar a uma representatividade maior em nível nacional, por exemplo. E para isso, é preciso que os dois lados façam suas partes com responsabilidade para que o público possa valorizar e reconhecer a música local.



15 – Seu trabalho aborda tudo isso já repetido várias vezes nas questões anteriores, você julga estranho um documentário sobre Jornalismo Cultural não conseguir pautar o próprio Jornalismo aqui em Teresina, o que você pensa de não haver uma linha sequer nos veículos de comunicação, que nem são muitos, aqui de nosso Estado divulgando uma pesquisa importante como a sua? Qual reflexão você faz disso? 
É como já falei anteriormente, o jornalismo cultural é plano secundário no sistema comunicacional e não gera lucros, por isso não tem tanta relevância midiática. Esse trabalho é o inicio de uma longa pesquisa e documentação, inclusive, o primeiro vídeo documentário com essa temática e disponibilizado no youtube. Apesar dos pesares, houve uma boa repercussão fui bastante elogiado pelo público interessado em música local e jornalismo cultural. Além também de influenciar novos trabalhos nesse sentido, que foi o caso, dez dias depois de ter divulgado o meu documentário, já foi lançado outro, com tema parecido, mas com outro enfoque, é claro, e também já serviu de fonte para outras pesquisas de outras pessoas e de outros documentaristas, além disso, o fato de ter sido convidado a participar como jornalista em outro documentário que será produzido por uma produtora de cinema de Fortaleza, que tem a intenção de ter exibição em salas de cinema da cidade. Enfim, foi dada a largada, o pontapé inicial.

16 – O objetivo do seu documentário era...?
O objetivo principal desse trabalho era justamente acompanhar de perto essa relação entre produção musical e produção jornalística. Constatar se de fato o jornalismo cultural tem cumprido seu papel satisfatoriamente ou se o problema da fraca representatividade dos artistas da música local está justamente na produção musical. Iniciar esse debate no meio universitário e chamar atenção em relação as formas de que se ensinam o jornalismo nas universidades em relação a formação profissional. E principalmente fazer esse registro histórico e documental que até então não existia e que a partir de agora devemos continuar a trabalhar na produção de material que registre a nossa identidade musical local e o pensamento critico vigente.


Essa é a última pergunta e a deixamos de fora na hora de enviar o questionário ao Taiguara Bruno, talvez vocês possam nos responder com bons comentários em nossa Page no Facebook ou no Instagram.

17 – Diga algo que considere pertinente para a legitimação tanto da Música Autoral quanto do Jornalismo Cultural em nosso Estado.

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