terça-feira, 19 de abril de 2016

Lançamento da coletânea Torquato Neto: um poliedro de faces infinitas.


      O mês de abril está com uma programação literária recheada de lançamentos, no dia 20 é a vez da coletânea Torquato Neto: um poliedro de faces infinitas. O local escolhido para o evento é o espaço ÊPA, na rua Anfrísio Lobão, número 1200 (Jóquei)  Organizada pelos pesquisadores Edwar Castelo Branco e Vinicius Cardoso,  trata-se de uma reunião de autores clássicos, de diferentes áreas do saber, que se dedicaram ao estudo da multi-facetada obra de Torquato Neto.

     A coletânea, idealizada para ser lançada na efeméride dos 70 anos do nascimento de Torquato, só ficou pronta dois anos depois, o que indica, por si só o caráter arrojado e complexo do empreendimento.

     Os textos que constituem a coletânea são antigos, alguns, e novíssimos, outros. Mas todos estão irremediavelmente implicados uns nos outros. Diálogos imaginários suturaram, ao longo das últimas décadas, estes textos uns nos outros. E como se trata de Torquato neto, como bem assevera Albuquerque Júnior no forte e belo prefácio que acompanha a obra, não se pode esperar do livro nenhuma espécie de fechamento, de conclusão, de acabamento. A única intenção é friccionar os textos, permitir que sejam lidos no mesmo suporte. A única conclusão é nenhuma, exceto reconhecer que, como somos seres linguísticos, que só existimos no interior da linguagem, toda conclusão é apenas um pré-texto para as conclusões seguintes.

    Trata-se, portanto, de um Torquato que é oferecido aos pedaços e com excitação. Passados 44 anos desde que o poeta ligou o gás, sua obra permanece potente e desafiadora.

    Para mais informações confira o evento oficial no Facebook.
Lançamento da coletânea Torquato Neto: um poliedro de faces infinitas.
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