segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ouça agora o melhor da Música Piauiense nessa playlist no Spotify


Desde que eu descobri o streaming de música, (coisa bem recente, pelo menos de modo consciente), que percebo quanto esse serviço é alvo de discussões de toda sorte, desde o questionamento sobre execução pública, direitos autorais, quanto deve ser cobrado para você ouvir uma música, um cd inteiro, se pode ser tomado como base o valor em mídias como rádio, TV etc. E às vezes é até meio confuso e complicado acompanhar todos esses debates.


Há dúvidas sobre o real alcance das plataformas, quantos usuários, por exemplo, utilizam o Deezer, se o valor repassado aos artistas faz jus às audições de suas músicas nas plataformas. Tudo, quase tudo, é motivo para questionamento envolvendo os streamings e muitos desses questionamentos fazem sentido se pegarmos um caso de alguém que assina um plano mensal, mas só acessou o Spotify quatro vezes durante o mês inteiro. O dinheiro do pacote assinado por esse usuário imaginário de nosso texto é distribuído como? Vai para quem? Quanto vai para o artista? Quanto fica para o Spotify?

Uma maneira de distribuir, supostamente, de maneira mais justa os direitos e valores aos artistas foi adotado por Jay-Z, que comprou o Tidal e tem em seu casting nomes como Kanye West, Rihanna e Beyoncé, além de ter trazido novamente para a web a cantora Taylor Swift. Com isso, o rapper owner do Tidal investe em uma qualidade supostamente superior à do Spotify em termos de áudio e vídeo e tem como estratégia para atrair público os lançamentos exclusivos de grandes nomes da música mundial. No finalzinho do mês passado Beyoncé lançou Lemonade, sexto álbum de sua carreira, que só podia ser ouvido no Tidal. Acompanha o disco 12 clipes que também só podiam ser assistidos nessa plataforma.

Claro que os ninjas da web conseguiram disponibilizar esse lançamento em outros locais da internet, mas até você encontrar links para downloads gratuitos em sites duvidosos, muita gente preferiu assinar temporariamente o Tidal. Esse período temporário, claro, é gratuito, daí que uma galera no fim das contas acaba assinando algum plano pago mesmo ou encerra a conta após conferir o lançamento do momento.




É uma loucura, meu povo, esse mundo da música digital, ainda mais quando se lembra que no Brasil quem estava por trás das discussões envolvendo a regulamentação do serviço era o Ministério da Cultura e, embora ninguém pudesse prever o resultado final da regulamentação, com a extinção do Minc, os artistas brasileiros vão demorar mais um tempo aí nesse disse-me-disse.

(Trecho acima foi escrito antes de o presidente interino Michel Temer voltar atrás na sua decisão de recriar o Ministério da Cultura. Com o MinC de volta, resta pressionar para que a pasta retome o debate e regulamente de maneira satisfatória para os artistas as diretrizes envolvendo a reprodução e uso do streaming no Brasil).

Streaming

Mas bem, o que vem a ser um Streaming? É uma rede que transmite arquivos ou dados de música e áudio a um aparelho digital móvel ou não como celular, computador, tablet, TV e tals. Embora exista desde os anos 90, foi a melhora na qualidade e velocidade das atuais conexões de internet no Brasil e no mundo que popularizou  esse serviço recentemente.



Serviço que vem transformando o modo de consumo musical das pessoas, pois antes a galera fuçava blogs e comunidades para baixar discografias e músicas de seus artistas favoritos. Hoje você tem tudo ali muito fácil, basta digitar o nome da banda que se quer ouvir que ela aparece, claro que nem tudo que foi lançado no mundo está na Apple, né, o disco acústico do Capital Inicial não é encontrado em streaming nenhum, por exemplo. Isso porque houve uma dificuldade com a gravadora que lançou esse registro ao vivo da banda. Parece-me que a gravadora acabou e os direitos de uso da imagem não foram repassados à época à banda ou sua nova gravadora para continuar a distribuição, então o disco está fora de catálogo, mesmo sendo o álbum mais vendido de Dinho Ouro Preto e seu grupo. A doidera nisso tudo é que passados 15 anos desde o lançamento desse acústico e sua saída do mercado, a banda usou como estratégia gravar outro acústico para homenagear o primeiro e o fizeram em Nova York, mas não vem ao caso. Se não me engano, outro exemplo de banda que está fora dos streamings é o grupo Rouge. Segundo o Spotify, a retirada das músicas da banda partiu da própria gravadora.




Piauí

Meu propósito com esse texto não é discutir os benefícios/malefícios dos streamings, até porque não tenho conhecimento suficiente para aprofundar o debate. O lance aqui é mesmo mapear as bandas piauienses que já uparam suas músicas ao Spotify, que é um dos serviços de streamings mais recorrentes e usados atualmente para ouvir música.

Daí que acabei me surpreendendo com o tamanho final dessa playlist que fizemos para o Diretório Literário. Tem 27 músicas e bandas como Aloha Haole, Validuaté, Batuque Elétrico, Guardia, Skate Aranha, Bode Preto, entre outras. Como é uma playlist colaborativa, quem quiser pode adicionar novas faixas e aqui vou frisar e pedir que só adicionem bandas piauienses, meu povo. Eu acho que é a primeira playlist feita com esse objetivo, então vai servir tanto para divulgar as bandas que já estão no Spotify, como pode abrir os olhos para que novas e antigas bandas do Piauí estudem os streamings e disponham seus trabalhos em algum desses serviços. Dá para fazer de maneira gratuita, você só precisa ser o detentor dos direitos autorais da música para upá-la.



Nessa primeira playlist com músicas piauienses tem artistas de estilos variadíssimos, desde o pop rock ao metal, ao hip hop, ao eletrônico, ao forró de Lily Araújo (inclusive com uma música que já foi regravada pela banda Aviões do Forró). Como dizem os jovens, a coisa tá babadeira, por isso compartilhem, divulguem, acrescentem mais bandas que vocês tenham percebido que faltam e que estão no Spotify. Deem, junto com a gente, essa força à música e cultura de nosso Estado. Amém!

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