segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quando eu grito não faz barulho

Quando eu grito não faz barulho
  • Título : Quando eu grito não faz barulho
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  • Data : segunda-feira, 18 de julho de 2016
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2 comentários:

  1. Esse quadrinho é a mais pura realidade, os quadrinistas que querem manter fluxo muito constante acabam sacrificando o trabalho seja ele de estudo do argumento ou de criar a arte sequencial das paginas pra fazer um tipo de desenho aleatório com uma frase mais aleatória ainda e esquecem que fazer quadrinhos é algo alem de criar algum tipo novo de "amar é...". Isso quando não fazem novas versões descaradas de quadrinhos com soluções muito boas ou viram a mesma coisa que uma coluna de signos de jornal sendo ao invés de conteúdo de verdade quase um spam nas redes sociais.

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  2. E o problema é composto. Do outro lado, o internauta - ou, ao menos, o internauta brasileiro - parece ter sido adestrado a navegar apenas nas poucas plataformas que chamamos redes sociais. A consequência é um leitor preguiçoso, que ao invés de ir atrás de conteúdo que lhe interesse, prefere contentar-se com o que um único site seleciona - por critérios, como bem ilustrado na sua tira, no mínimo, duvidosos - para mostrar-lhe. Como uma TV que seleciona o programa que você vai assistir.

    Não à toa, não são poucas as reclamações sobre o Facebook... no Facebook! As pessoas se desacostumaram de tal forma a procurarem por conteúdo que preferem passar o tempo reclamando do que lhe é empurrado, como se não houvesse alternativa. Uma postagem reclamando do conteúdo de uma rede social é um atestado da impotência do espectador. Ele está tão condicionado a enxergar a rede social como sinônimo de "internet" que nem lhe ocorre sair atrás de suas páginas preferidas ou, ao menos, clicar nos links externos que muitas postagens possuem.

    E tem um terceiro aspecto ainda, levantado a mim por um amigo cartunista recentemente numa palestra, que é igualmente nefasto aos criadores de conteúdo: os critérios de punição de páginas e perfis são bem obscuros. E, estando seu material inteiramente disponível na plataforma alheia, também é alheia boa parte da ingerência sobre seu conteúdo. Se o Facebook resolve que seu conteúdo é impróprio ou feriu o termo de uso, eles podem simplesmente apagar a sua página, destruindo sua base de fãs. E não lhe resta alternativa, apenas indignar-se. E esta possibilidade não apenas é bastante real - ícones como Laerte já foram suspensos da rede - como também pode ser acionada por alguém com simples intuito de prejudicar um artista, através de denúncias falsas.

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