quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

10 Musicais Para Assistir no Final das Férias


As férias já estão acabando, e a eminência do mês de fevereiro sinaliza o retorno das aulas. Uma pena! Mas para quem ainda curte esses últimos dias de folga em casa, trago aqui sugestões de musicais para fazer maratona. A minha proposta de trazer esse gênero como recomendação é porque independente do nosso estado emocional esses filmes carregam uma importante lição, além de nos fazer sentir melhor. É claro, essa é a sensação que tenho ao assistir os meus musicais preferidos.

Com base nisso, separei 10 filmes com diferentes temáticas desde ficção científica até o contexto da Alemanha nazista. Então prepara a pipoca e confira cada uma dessas atrações a seguir.


1. The Rocky Horror Picture Show (1975):

Considerado o longa-metragem em exibição a mais tempo, The Rocky Horror Picture Show tem um enredo  que se centra em torno de um jovem casal de noivos (Susan Sarandon e Brad Bostwick) cujo carro quebra durante uma tempestade perto de um castelo onde eles procuram um telefone para pedir ajuda. 

O castelo é ocupado por estranhos com trajes elaborados que estão a celebrar uma convenção anual. Eles descobrem que o chefe da casa é Frank N. Furter, um "cientista louco" que, na verdade, é uma travesti alienígena que cria um homem musculoso em seu laboratório. O casal é seduzido separadamente pela cientista e, posteriormente, liberado pelos servos. 

O filme foi filmado no Reino Unido nos Bray Studios e em uma antiga propriedade rural chamada Oakley Court, mais conhecida por seu uso como parte da Hammer Film Productions. Vários adereços e roupas foram reutilizados a partir dos filmes de terror da Hammer. Embora o filme seja tanto uma paródia quanto uma homenagem a muitos dos filmes de ficção científica e horror kitsch, a figurinista Sue Blane não realizou nenhuma pesquisa para os seus projetos. Blane afirmou que os trajes do filme impactaram diretamente o desenvolvimento da música e das tendências da moda punk, tais como meias-arrastão rasgadas e cabelo tingido. Em 2016, o filme ganhou um remake para a TV.



2. Hairspray (2007):

Eu tenho um carinho especial por esse filme, porque foi um dos primeiros musicais que assisti na TV e me deu uma sensação muito boa. Apesar dos clichês “lute pelo seu sonho”, eu ainda hoje curto histórias assim. Acerca do enredo, Hairspray acontece no ano de 1962. De acordo com a lógica do filme, o sonho de todos os adolescentes da época, em Baltimore, era aparecer no The Corny Collins Show, um famoso programa de dança da televisão. Tracy Turnblad é uma jovem que adora dançar e ela impressiona os juízes do programa e acaba ganhando um espaço na atração. O seu sucesso acaba ameaçando a hegemonia de Amber Von Tussle, e a disputa entre elas torna-se mais acirrada quando as duas jovens se interessam pelo mesmo rapaz, Link Larkin. Ao mesmo tempo que Tracy e Amber disputam o título de Miss Hairspray, o contexto histórico-espacial toma parte do protagonismo no filme, na medida em que é promovida a integração racial por oposição à separação que se verificava até à época.



3. Funny Girl (1968):

Eu conheci essa obra com as constantes referências em Glee e na fissura da personagem da Lea Michele (Rachel Berry) com Barbra Streisand. O filme trata de Fanny Brice (Barbra Streisand), uma jovem judia do Lower East Side (Bairro de Nova York) tratada como patinho feio pelos demais. Sonhando com o estrelato, ela rouba a cena num show local e é contratada pelo famoso produtor Florenz Ziegfeld (Walter Pigeon). Já reconhecida por seu talento para os palcos, Fanny se apaixona pelo jogador compulsivo Nicky Arnstein (Omar Sharif). Logo se casam, mas enquanto a carreira da atriz e cantora prospera, o relacionamento dos dois se deteriora.



4. Cabaret (1972):

Dirigido por Bob Fosse e baseado no musical teatral de John Van Druten, a história se passa na Alemanha em tempos do regime nazista. A personagem principal é Sally Bowles (Liza Minnelli), uma cantora e dançarina estadunidense que se envolve ao mesmo tempo com um professor inglês e um nobre alemão. Ela trabalha no Kit Kat Klub, de Berlin, sob tensão constante das ameaças dos nazistas do início dos anos 30, em shows que têm como mestre de cerimônias o personagem de Joel Gray. Mas sua grande aspiração é receber um convite da UFA (grande estúdio de cinema alemão, espécie de Hollywood da época).



5. Evita (1996):

Após assistir Evita, passei um bom tempo impressionado com a sua história. O filme me estimulou a pesquisar sobre o período político vivido pela Argentina na década de 1950, o governo populista de Juan Domingo Perón, e como naquele período tais medidas eram corriqueiras na América Latina. Pois bem, o recorte temporal do filme se passa no ano de 1952, em um pequeno cinema da Argentina, a projeção é interrompida para comunicar o falecimento da líder espiritual do país, Eva Perón (Madonna). A partir deste momento é narrado em flashback como a filha bastarda de um agricultor de um pequeno povoado é barrada no funeral do seu pai e como ela, frequentando as rodas certas com as pessoas certas, acaba se tornando rapidamente a primeira-dama do seu país. É preciso ressaltar o gosto que Eva tinha pelas artes e o seu desejo por ser atriz.



6. Chicago (2002):
Chicago é baseado na peça musical de mesmo nome escrita por Fred Ebb e Bob Fosse e primeiramente produzida em 1975. A peça musical, por sua vez, é baseada em outra peça, também intitulada Chicago, escrita pela jornalista Maurine Dallas Watkins em 1926. A peça de Watkins é baseada na história verídica de Beulah Annan e Belva Gaertner, duas mulheres que ganharam fama após terem sido acusadas e posteriormente absolvidas de assassinato na Chicago da década de 1920. Como jornalista, Watkins acompanhou de perto o caso de ambas.
A primeira adaptação cinematográfica da peça de Watkins ocorreu ainda na era muda do cinema, no ano de 1927, e foi produzida por Cecil B. DeMille. A segunda adaptação recebeu o título de Roxie Hart e foi dirigida por William A. Wellman em 1942. O papel-título foi interpretado por Ginger Rogers e o roteiro desta adaptação teve de ser alterado para que o filme se readequasse à censura da época.

Chicago também possui algumas fortes semelhanças, quanto ao seu estilo, a Cabaret.


7. Mamma Mia! (2008):

Produzido no ano de 2008, o filme resulta na adaptação da peça musical homônima e tem direção de Phyllida Lloyd. Tanto o filme como o musical foram baseados nas canções do grupo pop sueco ABBA. A sinopse do filme se passa na ilha grega de Kalokairi, Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie. Neste ano, acontecerá o lançamento de Mamma Mia! 2.



8. Dreamgirls (2006):

Contém várias referências a artistas da Motown (Gravadora estadunidense fundada na década de 1950), sobretudo do grupo feminino The Supremes. O filme segue as vidas de três mulheres: Effie White, Deena Jones e Lorrell Robinson, que são membros do grupo feminino de R&B Dreamettes'. As três começam a fazer sucesso graças ao manipulador empresário Curtis Taylor, Jr., que as transforma em backing vocals para o cantor de soul James "Thunder" Early. O conflito começa quando Curtis sonha em transformar as Dreamettes em Dreams (um grupo com sonoridade mais pop) e coloca Deena para ser a vocal principal do grupo, trocando-a por Effie não só como a cantora principal do grupo, mas também como seu interesse romântico.



9. The Sound of Music (1965):

Lançado em 2 de março de 1965 nos Estados Unidos, The Sound of Music (A Noviça Rebelde) foi inicialmente recebido de forma mista por críticos de cinema, porém conseguiu ser universalmente aclamado; como resultado, obteve diversos prêmios, como cinco Oscar em 1966, incluindo o de Melhor Filme.

O filme conta a história verídica da família de cantores Von Trapp, mostrando desde os dias da então noviça 'Maria' (que antes de se tornar 'Von Trapp' tinha como sobrenome 'Kutscher') num convento em Salzburgo, Áustria, até o momento em que a família foge do país quando este é ocupado pelos nazistas, que estão prestes a prepararem o Anschluss.

Maria, que não consegue seguir as rígidas normas de conduta das religiosas, é enviada para trabalhar como governanta dos 7 filhos do 'Capitão Georg von Trapp'; este é viúvo, e desde a morte de sua esposa educa as crianças com rigor militar.

A chegada de Maria modifica drasticamente a vida da família ao trazer alegria e conquistar o carinho e o respeito das crianças. No início ela enfrenta alguns problemas com o Capitão, mas este acaba desenvolvendo um grande afeto pela jovem ao ver que ela conseguiu fazer o que nenhuma outra governanta havia antes feito pelas crianças. Eles acabam se apaixonando, e o capitão, antes comprometido com 'Elsa Schraeder', uma rica baronesa de Viena, rompe o noivado para poder se casar com Maria.


Porém, daí para frente, nem tudo na vida da família será tão fácil assim, pois quando os nazistas dominam a Áustria, o capitão é convocado para servir na marinha alemã. A família decide, então, fugir de carro através da fronteira. Mas as fronteiras são fechadas e eles se veem obrigados a caminharem pelas montanhas. Numa das mais emocionantes sequências do cinema, embalada pela canção Climb Ev'ry Mountain, o filme termina com a família nas montanhas, mostrando a importância de viver em família, um ajudando ao outro.



10. Mary Popppins (1964):

O musical ocupa a sexta posição na lista de “25 maiores musicais de todos os tempos” idealizada pelo American Film Institute (Instituto Americano de Cinema). O enredo do filme se passa no ano de 1910, em Londres, onde o banqueiro Mr. Banks, um homem frio que trata com rigidez Jane e Michael, seus filhos sapecas, não consegue contratar uma babá, pois elas desistem facilmente do emprego. Numa noite, enquanto redige com sua esposa um anúncio de jornal procurando uma babá, sua filha Jane aparece com uma carta mostrando como seria uma babá perfeita. Esta carta acaba chegando nas mãos de Mary Poppins, que é tudo aquilo que está descrito na carta. Mary Poppins possui poderes mágicos e, com seu amigo faz-tudo Bert, transforma a vida daquela família, com muita música, magia e diversão.



Observação: A escolha dos filmes não tomou em consideração os prêmios alcançados pelas produções, selecionei com base no meu próprio gosto e espero que possa ser interessante para quem for ler. Deixo também uma menção honrosa para outros dois musicais queridos por mim: Grease (1978) e Dirty Dancing (1987), não inclui na lista porque a intenção era escolher apenas dez filmes. Obrigado também ao querido amigo Germanno Marques que me ajudou na seleção.  

*Imagem: Divulgação

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Top