quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

As Melhores Séries, Filmes, Animações, Álbuns e Documentários de 2017



O ano de 2017 não vai ser um daqueles que vou me lembrar com muito carinho. Na minha vida pessoal ocorreram desastres atrás de desastres, no entanto para compensar tanta desgraceira tivemos uma produção cultural bastante interessante e diversificada no mainstream. Acho que foi um ano mais de revivais do que de obras originais, algo até esperado numa era que tem sugado o passado ao máximo possível através de reboots. Porém não se enganem, pois coisas magnificamente boas surgiram desses revivais, coisas que inclusive talvez tenham abalado significativamente a relação dos produtores de conteúdo com mídias antigas como TV e Videoclipe.

Pensando nisso senti a necessidade de pedir aos amigos que tem me acompanhado no Diretório Literário que listassem as obras que mais curtiram em 2017. É bom lembrar que não se trata de uma curadoria objetiva e técnica, a única regra que impus foi a de que colocassem o que mais tinham curtido no ano, independente das críticas negativas e defeitos.

O resultado é essa lista que trazemos para vocês. Nela você verá algumas coisas que já assistiu/ouviu, mas quem sabe pode encontrar algo diferente e que nem sabia que tinha deixado passar. Espero que gostem. Vamos lá!

Série

Agostinho Torres: “Twin Peaks: The Return”


Mais uma vez David Lynch e Mark Frost conseguiram deixar todo mundo mesmerizado olhando para uma tela sem nenhuma ideia do que estava acontecendo e ainda assim curtindo muito aquela viagem mística e lisérgica. Demorou uma década e meia para uma nova temporada, e que temporada meus amigos! Eu chorei com a conclusão derradeira de personagens das primeiras temporadas, ri com personagens novos, me emocionei com as homenagens a David Bowie e Log Lady, fiquei puto com o Cooper, amei o Cooper, fiquei em dúvida se o Cooper era o Cooper, fiquei loucão da cabeça tentando encaixar as peças do quebra-cabeça onírico e babei muito vendo Audrey Horne dançar mais uma vez só pra mim (cof cof). Se você curte uma pegada de mistério, psicodelismo e surrealismo é sua OBRIGAÇÃO ver Twin Peaks: The Return!


Gabrielle Alcântara: Big Little Lies”



Simplesmente a melhor série que eu assisti em 2017! Me prendeu do início ao fim. Big Little Lies foi escrita e dirigida por David E. Kelley e é baseada em um romance com o mesmo nome de Liane Moriarty, trata temas como preconceito, machismo, abuso sexual, bullying, luta feminina, enfim. Uma série maravilhosa, ganhadora de 5 Emmys, incluindo melhor minissérie, e indicada à outras 3 categorias. É maravilhosa, vale muito a pena!


Edison Mineiro: “Feud: Bette and Joan”



Em 2017, houve grandes produções não só na música, mas também no cinema e TV. Nessa categoria, como acompanho muitos seriados foi difícil escolher apenas um para então indicar como a série do ano. Neste caso, aponta aqui Feud: Bette and Joan exibida aqui no país pelo canal FX Brasil. A minissérie com oito episódios faz parte da Ryan Murphy Productions e tem como enredo central a rivalidade e os bastidores entre Bette Davis (Susan Sarandon) e Joan Crawford (Jessica Lange) durante a produção do filme What Ever Happened to Baby Jane? de 1962. O que me fascinou nesta série é a exploração de aspectos psicológicos das personagens, além de como a mídia tem o papel de semear disputas no meio artístico com a intenção de lucrar. Muito tóxico!


Animação/Série Animada

Agostinho Torres: “Samurai Jack (5ª Temporada)”



Onze anos depois de ter sido cancelada na Cartoon Network, a 5ª Temporada de Samurai Jack voltou numa pegada mais madura através da Adult Swin. Em 10 episódios nós acompanhamos a depressão do nosso herói depois de 50 anos vagando pelo futuro sem conseguir voltar para sua própria época. Tem de tudo: muita porradaria, sangue, animação perfeita, o retorno de personagens conhecidos, novos personagens interessantes e o desfecho definitivo do herói. Sério, não perca tempo e vai ver essa perfeição logo!


Gabrielle Alcântara: Minha Vida de Abobrinha”



Essa animação tem 66 minutos de duração e é um projeto franco-suíço. Foi lançada em fevereiro e fala sobre abandono, mas também de amizade. O sentido mais verdadeiro do amor. É bem forte, mas muito bonita. E ah, indicada ao Oscar! Assistam!


Filme

Gabrielle Alcântara: “Get Out”



Não sou nenhuma crítica de cinema (hahaha). Mas, o filme de 2017 que mais me marcou foi o “Get Out” do diretor Jordan Peele (estreia dele). Inclusive, o ator principal Daniel Kaluuya, eu o conheci no seriado Black Mirror, ele fez o segundo episódio da primeira temporada. O filme discute o racismo, mais especificamente o racismo estadunidense de forma profunda, além dos nuances de terror, como percebemos desde o princípio. Não vou me alongar muito em falar da película, então, fica como dica para quem ainda não viu.


Edison Mineiro: “It: A Coisa”



Outra tarefa também difícil é selecionar apenas um filme como destaque do ano que terminou. No entanto, vou partir do critério paixão para dizer que It: A Coisa é o meu destaque cinematográfico. Como fã do gênero thriller, me senti animado ao saber da divulgação do filme, assim como tive as expectativas atingidas após assistir. O longa tem direção de Andy Muschietti, baseado no livro homônimo de 1986, escrito pelo autor Stephen King. Uma segunda parte está sendo planejada. O filme conta a história de sete crianças em Derry, Maine, que são aterrorizadas por um ser homônimo, tendo que enfrentar seus próprios medos pessoais no processo. O livro foi previamente adaptado a uma minissérie de 1990.


Documentário

Agostinho Torres: “Jim & Andy: The Great Beyond”



Anos atrás, quando eu assisti ao filme O Mundo de Andy, algo ficou na minha cabeça: Jim Carrey é um puta dum ator. Porém o filme parece não ter recebido a ênfase que merecia, provavelmente porque Andy Kaufman, o protagonista, era um humorista polêmico e bastante maluco na vida real. Nesse documentário vemos como ter obtido esse papel fez Jim Carrey repensar a sua própria vida e se tornar esse cara barbudo e misterioso de Hollywood que fala seriamente sobre a depressão, hipocrisia e vontade. É um documentário interessante e emocionante.


Gabrielle Alcântara: “Gaga: five foot two”



Não assisti muitos documentários esse ano, mas esse da cantora Lady Gaga, dirigido por Chris Moukarbel, me fez conhece-la de forma melhor e entender um pouco do processo musical dessa pop star. Inclusive adorei essa nova fase dela, ela com certeza é uma artista diversa e demonstrou isso com o álbum “Joanne”, mas isso é outra história.


Álbum/Música

Agostinho Torres: “Humanz”

        O álbum Humanz do coletivo virtual Gorillaz (conduzido por Damon Albarn) traz uma porrada de músicas diferentes que curti pra caramba. Tem desde hip hop, R&B, dance até um som mais alternativo. Além disso, eles lançaram um clipe em 360º que na minha humilde opinião é a coisa mais bem produzida e criativa de 2017:




Gabrielle Alcântara: “Xênia”

Lançado pela Natura Musical, a Xênia França lançou o disco “Xênia”, o primeiro da cantora. Eu não a conhecia, achei em uma matéria e curti bastante.  Temas como feminismo, negritude, racismo e empoderamento. Enfim, ouçam!



Edison Mineiro: TOP 5

Considero o ano de 2017 importante para a música latina. Uma das coisas que sempre insisto é que não só a língua inglesa merece atenção, mas trabalhos artísticos em outros idiomas, sobretudo o espanhol, considerando o território da América Latina que estamos inseridos. Pois bem, logo em janeiro de 2017 aconteceu o lançamento da música “Despacito”, canção gravada por Luis Fonsi ao lado de Daddy Yankee e que se transformou em fenômeno nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Em seguida, trago como destaque a sensível “200 Note”, a música interpretada por Laura Pausini corresponde ao último single do álbum Simili (2015) e teve o intuito de celebrar a nomeação da cantora italiana ao Grammy Awards 2017. O meu terceiro destaque musical fica por conta de Maluma e sua “Feliceslos 4”. A música é o primeiro single de Maluma como artista principal a entrar no Billboard Hot 100 dos EUA, permanecendo na parada por 20 semanas, além de atingir a posição de número 48. Para não dizerem que não curto nada inglês, a próxima música que aponto é "Swish Swish" de Katy Perry com participação de Nicki Minaj. A música é considerada um exemplo de Electronic Dance Music, com influências da house music, e contém demonstrações de "Star 69", de Fatboy Slim, que por sua vez interpola "I Get Deep", de Roland Clark. Finalizando o meu TOP 5, fica ao cargo de "ReggaetónLento (Remix)" da boyband latino-americana CNCO e do girlgroup britânico Little Mix. A canção debutou em #5 lugar na UK Singles Chart, tornando-se o primeiro top dez de CNCO na parada e a vigésima de Little Mix.



Game




Mesmo num hardware extremamente limitado como o Wii U, graças à direção de arte e boa programação The Legend of Zelda: Breath of the Wild tem um gráfico muito bonito. O jogo em si não é inovador, o que ele faz é refinar várias mecânicas disponíveis no mercado com tanta maestria que se torna uma obra prima contemporânea. É o primeiro jogo de mundo aberto que eu jogo em que eu REALMENTE posso ir pra QUALQUER LUGAR, a liberdade que esse jogo traz é insana!

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