quarta-feira, 30 de maio de 2018

Projeto Electric Light Pulp explora a melancolia das distâncias em novo EP "SP - Sempre Partimos"

Foto: Dilvugação

O mundo da música é bem pequeno e o da música independente é ainda menor. Há pouco mais de um ano, conheci o projeto Electric Light Pulp através da indicação de um amigo em post nas redes sociais. Na época, Tiago Felipin, idealizador do Electric, tinha lançado seu terceiro EP “In Reverse”. Após alguns meses, a conexão só aumentou com o lançamento do quarto projeto intitulado “I’m Not Here”, no qual a capa era uma fotografia de um momento de imensa tristeza em minha vida.

Os sentimentos de solidão, tristeza e melancolia que nos uniram em um EP são marcantes em todas as obras de Tiago Felipin, que encontra na música instrumental uma forma de se expressar sobre os diferentes aspectos da sua vida. Com o EP “SP - Sempre Partimos” não seria diferente. Ao questionar sua zona de pertencimento e mudanças em sua vida pessoal, o novo trabalho da Electric Light Pulp, totalmente escrito nos meses que Tiago passou na cidade de Cotia em São Paulo, retoma a melancolia da nova experiência de mudanças em uma realidade distante geograficamente e todo o aparato de confusões mentais que um novo lugar consequentemente interfere.

Com cinco faixas, a atmosfera de sintetizadores se entrelaça à quase inédita voz de Tiago que, apesar do trabalho assinado totalmente como instrumental, se arrisca a cantar nas canções “Too Busy Whith You” e “Hopeless”. As letras com cunho íntimo demonstram incertezas em relação ao retorno ao lar, no caso, o estado do Rio Grande do Sul, atreladas a indecisões e desespero da vida nova em São Paulo.

Os clipes das músicas "Distant" ,"Hopeless" e "I Don't Need Say Your Name" já foram lançadas no canal do Youtube do projeto. Confira aqui.



Clipe da canção "Hopeless"  lançada no dia 15 de março

As questões sentimentais são exploradas principalmente na musicalidade, possibilitando imaginar as diversas questões existenciais a serem exploradas na melodia. O Dream Pop e o lo-fi contribuem para a atmosfera meio space rock do EP. As linhas de baixo de todas as canções foram compostas e tocadas por Felipe Espindola de Borba, do selo Lofi In High de Capão da Canoa/RS por onde o EP está sendo lançado. “Acredito que a atmosfera das músicas feitas nessa época soa intimista e ao mesmo tempo desesperadora, falando sobre questões como o enfrentamento do desconhecido, a desesperança perante o mundo e o medo das consequências das próprias decisões, vagando entre o instrumental e o lírico”, pontua Tiago Felipin.

Escute o EP:



Acredito que uma das formas mais curiosas de expressão musical é a instrumental. Pouco consumida no Brasil, diversas bandas buscam esse estilo e forma de fazer música como um meio para interligar pessoas e emoções. “Existe no instrumental a capacidade de comunicação sem utilizar palavras e a possibilidade de criar uma interpretação própria sobre algumas músicas, acredito que sempre existirá interesse nos músicos em produzir, ouvir e tentar desvendar o mistério que uma música instrumental pode ser, e nos selos e espaços em divulgar, mesmo que não haja tanto público para esse estilo de música”, acredita Tiago.




Você pode conferir uma lista de bandas independentes do eixo instrumental divulgada pelo site Noise aqui.

Pensando em toda essa atmosfera pesada e importante do instrumental, convidamos o Tiago para indicar algumas músicas que são referências no cenário musical instrumental para ele. A lista vai desde bandas renomadas internacionais as da cena independente brasileira.


Se liga na playlist que ele preparou no spotify:






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