quarta-feira, 13 de junho de 2018

Cinco livros para passar o tempo ou “para iniciantes”


Sempre costumo dizer que qualquer livro pode ter algum valor, quer dizer, mesmo que seja o livro mais bobo do mundo ou “fácil”, o leitor pode conseguir tirar algo daquela leitura e crescer com ela. Por exemplo, acho o livro Crepúsculo muito ruim: história fraca, personagens superficiais, bobos, entre outras características que não me atraem. Mesmo assim, ganhei alguma coisa quando li os livros, nem que tenha sido o aprendizado de alguma palavra nova ou, sei lá, ter sido apresentada a uma música que não conhecia ainda. Mesmo assim, toda leitura de ficção tem o poder de nos fazer sair um pouco desse plano terrestre, viajar, divagar; ninguém merece ficar com os pés no chão o tempo todo.

Mas o fato é que o brasileiro não lê muito. Não vou entrar em questões relacionadas à educação, analfabetismo, mas, conforme uma pesquisa de 2015, apenas 56% da população brasileira é leitora. Lógico que muita coisa pode ter mudado de 2015 para 2018, mas a pesquisa considerou que leitor é aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses – isso já é bem abrangente. A mesma pesquisa indicou uma média de leitura de 2,43 livros inteiros por ano. É pouco, principalmente se considerarmos que muitas vezes não é por motivação própria e sim por “obrigação” escolar/acadêmica.

Resolvi escrever esse texto pensando nisso. Sou totalmente viciada em listas e sei que muita gente até tem vontade de ler mais só que começa lendo algo “difícil” que não gera motivação para continuar. Então trouxe aqui cinco livros “fáceis” e “gostosinhos”, que podem despertar o interesse e amor pela leitura. 


1 - Harry Potter



Clichê demais começar uma lista de livros indicando Harry Potter, né? Eu comecei lendo o terceiro livro da série quando tinha uns 11 anos e me apaixonei completamente. No começo só queria ler Harry Potter e, nessa brincadeira, acabei lendo os mesmos livros da série várias e várias vezes. A leitura é fácil, divertida, não possui grandes lições e poderíamos ter grandes discussões sobre representatividade na série (afinal, não existem gays, lésbicas, trans e negros na série), mas é uma aventura muito gostosa e excelente para passar o tempo.

2 -  Simon vs. A agenda homo sapiens


Esse é um livro de 2016 sobre Simon, um adolescente de 16 anos que é gay. No drama de “sair do armário ou não”, Simon se relaciona com um garoto misterioso da escola. A leitura é agradável porque o livro é leve, apesar de ser um assunto sério e que deve ser discutido sempre, o livro aborda de maneira “feliz” já que o Simon vive em uma família bem mente aberta. É até importante porque o livro traz outra história possível sobre ser homossexual nos dias atuais, tipo, é muito possível ser feliz, ser aceito e acolhido pela família. Além disso, tem todo o mistério de descobrir quem é o garoto misterioso, o que deixa o leitor preso ao livro e pensando nas possibilidades.


3 – Persépolis ou Maus




ou


Eu queria indicar alguma HQ e pensei que essas duas são as melhores. Preciso ser sincera e admitir que não sou fã de histórias em quadrinhos porque costumo gostar de textos bem aprofundados e complexos, páginas e páginas de enrolação em livros. Mas para quem não tem costume de ler e quer começar, acredito que uma HQ vai ser ótima.

Persépolis acompanha a trajetória de Marjane Satrapi, iraniana que nasceu em uma família mais ligada ao comunismo e socialismo. A HQ aborda todas as questões relacionadas a repressão das liberdades civis e consequências da política iraniana na vida cotidiana dos habitantes do país.

Maus também é uma HQ bem politizada. É a história de Vladek Spiegelman, um polonês judeu que sobreviveu aos campos de concentração de Auschwitz. Os judeus são desenhados como ratos, os nazistas como gatos, os americanos como cachorros e poloneses como porcos. Só nessas representações que os quadrinhos trazem já podemos ver o quanto a história toda é interessante e como a leitura vale muito a pena.


4 – Feliz ano velho


Esse livro é uma autobiografia do Marcelo Rubens Paiva, que ficou paraplégico após saltar em um lago e quebrar uma vértebra do pescoço. A narrativa do livro começa logo após o acidente, e traz imagens de dias no hospital, lembranças da infância, lembranças da ditadura militar (o pai do Marcelo Rubens Paiva “desapareceu” quando ele tinha 11 anos de idade). É um livro muito tocante, real, nos aproxima de uma realidade que não é a realidade da maioria (a condição de não conseguir se mover e depender dos outros), também é um retrato histórico, mas também atual, (livro escrito em 1981) da juventude. Temos uma história dramática bem profunda retratada de maneira leve e natural em uma leitura fácil, fluida e humana. Acho difícil alguém ler esse livro e não se apaixonar.


5 – O diário de Bridget Jones



Aqui temos um livro que muita gente já conhece por causa do filme que é um grande sucesso de 2001 com Colin Firth, Hugh Grant e Renée Zellweger. Mas mesmo quem já conhece o filme ainda deve ler o livro, já que a experiência é totalmente diferente. Como o nome já diz, o diário de Bridget Jones, escrito em 1996, é um diário mesmo, um diário adulto que traz as inseguranças de uma mulher adulta – noiada com o peso e com o medo da solidão. E como qualquer diário, o texto é leve, divertido e bem pessoal, o que faz a leitura ficar longe de se tornar algo maçante.


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